Me, Serendipity

Me, Serendipity


5T4S | Carol Froes. 18. Brasil. ♀
Eu moro nas tábuas de madeira e eu vou, provavelmente, escrever sobre você.



 

 

(Source: so-nos-entre-nos, via bambeia)




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Daqui desse lugar onde uma hora é um mês, me ponho na ponta da caneta pra falar, por enquanto, sozinha. Estou leve. Voltei pra casa e as avenidas me carregaram: leve. Inexplicavelmente completa e cercada de um mundo todo, compreensível. Cada ser, cada cor, cada coisa compreendo agora, de onde estou. O caminho na estrada dura dois anos e sou apenas uma pena sem peso. Penso em muitas coisas ao mesmo tempo, choro de saudade, amor e gratidão. Sou minha viagem, viajo o tempo todo para mil lugares e acordo e permaneço eu no mesmo canto onde estava até então. Não quero mais entender; se entendo, perco todo o entendimento.

Meu olhar de dentro segue reproduzindo imagens. A claridade de dentro pra fora colocou minha cidade pra dormir. Desperto. Da dor e do medo não quero falar. Hoje é finito, quase findo. Amanhã permaneço, de novo. Volto pro começo. Foi mais fácil do que pensei: até este ponto final, não me dirigi à ninguém. Mas há cinco meses penso em te escrever esse texto (daqui, desse lugar). Foi na repentina leveza que tudo começou. Talvez seja esse um bom momento para usar minhas palavras confusas (ou apenas bem embaralhadinhas) para te relembrar. 

A data em que te escrevo, preciso que saiba, é só uma coincidência dispensável. Não é por ela, e sim por cada dia a mais que percebo, cada vez mais, o quanto é grande essa força tanta que sinto, a cada pensar, em você. Não acredito em tempo medido nem em data contada. Relógio, calendário pra mim são purinhas mentiras, necessárias só pro que precisa de exatidão. Não gosto de exatidão em excesso. Não sei se essa minha parte você já sabia, mas, bem, saiba. Ou vai me dizer que essa vida inteira em que nos estamos presentes só foram, realmente, 2 anos e um tanto até agora? É, eu sei… Faz um bom tempo.

Faz um bom tempo que eu te vi estranho. Que te ouvi, estranho, “só não vai gostar de mim”, estranha, nossa, nem pense de jeito nenhum em gostar de mim. Imagina?! Você, gostando de mim? Nem pensar. Enfim… Gostei. Gostastes. Quantas vezes! Quanta festa prum único vestido preto, quantas fotos pra quem não podia revelar nadinha. E quanta fuga, quanto fogo, quanta força para nada afundar. Você me esfomeou de quereres, abriu todas as cortinas, deixou a minha luz entrar. (Mas agora, apaga o sol, que a noite é a testemunha mais confiável pra quem não tem muito em quem confiar…) Então confiamos. E as ruazinhas sorriram, as moças de vozes grossas vigiaram os arredores, os pneus cantaram, as três horas passaram, o posto continuou no mesmo lugar em que me abriguei e eu, não. Embarquei. Mi barco, su barco.

Havia um medo uma vontade uma ansiedade uma ternura uma fome um mal estar um olhar torto uma saudade um silêncio uma sede um conforto (e um medo) tão grande e havia também aquilo que não se pode evitar, não se pode nomear. A verdade é que nada nunca poderia ter sido diferente do que foi quando tudo é tão certo como é. E foi. (Mas ó, não há nada, ein?) E tudo havendo. (Ah, claro, né, óbvio, pfff…) Já era tudo e por um tempo o tudo muitas vezes quase se perdeu. O chão virou abraço, o choro virou colo, alguém me revirou. Virou outra coisa, de novo, tão rápido. 

Boa noite dorme bem tô aqui tô aqui tô aqui desde sempre tô aqui desde o primeiro dia esperando tô aqui ó não esquece tá tô aqui tô aqui. Dormiu. Choro choro choro tô aqui eu juro tô aqui olha pra mim tô aqui. Chora chora. Tá aqui. Tá aqui! Me abraça vira alma entra na minha pele e vira eu. Estamos aqui.

Todos sabem nossos nomes e outros nomes também. Uns dedos até me apontam, às vezes. Pobrezinhos. Ninguém sabe da metade. Você me sabe por inteiro, eu te sei completamente sei que sou tua, saiba. Estou aqui, bonito. Estive na parede, no sofá. Estou aqui e estive nas fotos, nos vídeos, nas festas, nos lugares onde pude estar. Estive nas aulas, nas cenas, viagens, cinemas, nas peças e ruas onde consegui estar. Estive e estou sempre, a cada dia, onde escolhi e escolho estar.

Das coisas suas que não sei, quero aprender. Das coisas minhas que não sabe, não me importa, pega, é tudo seu, posso te doar. Seja ciente da minha enorme gratidão a você, Capitão, que tendo tudo no mundo para escolher, permanece ao meu lado para fazer a escolha que for. 

Antes tarde que de manhã, feliz dia de quem ama permanecer e amar mais um pouquinho, preguicinha, quando eu acho que já não dá pra te amar mais. Mas sempre dá. E amo.

Sua, 

Maruja.

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(via un-pokemon-que-no-puedes-atrapar)




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(Source: j-gif, via fuckyeahsubversivekawaii)




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(via selfishmistakes)




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(via orchidetelm)




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gothiccharmschool:

jessica-messica:

zagreussits:

How to wear a knife strapped to your thigh with a garter like a fucking lady while managing not to slice yourself open because you were fool enough to carry an unsheathed weapon next to a squishy part of your body that moves when you walk.

  1. Get a garter from somewhere; this one is a sock garter from Sock Dreams, which means it’s made to stay the fuck up there.
  2. Get a fucking sheath for those sharp, pointy things and put them in the sheath. There’ll be a velcro loop at the top so that they won’t slide out if you hold the sheath upside down.
  3. Put the garter through the loop at the top meant for whatever you’re using to attach it to yourself. Attach it to yourself, adjusting for ease of grabbing. You don’t want to put it on your inner thigh because that is awkward as hell to get out. The only way you’d be able to get it out in a timely manner is if you attached the sheath upside down, at which point you’d need two garters to keep the sheath from tilting inward toward your other thigh.
  4. Oh no, now the sheath is hanging loosely and is going to make a weird pattern against your clothing. Tuck that shit into your stockings if you’re wearing them, or use another garter if you’re not.
  5. Pull your pencil skirt back down over the knife sheath. Adjust accordingly due to tightness of skirt and shape of sheath. Make sure you can get at it as quick as you want.
  6. People look at you really strangely if this is the knife you pull out when you want to cut your apple up.

(Source: dapuritoyo, via pleasekeepmeinmind)




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(Source: 0chre-dreamz, via skinslover)




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(Source: lesoustitre, via aminhapele)




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"I’m not over-dramatic, I just think too much."

(Source: doublekawaii, via watevacunt)




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(Source: eddiemag, via laughitout-v)




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(Source: grrrls-fighting-back)




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All stories I write are compulsive. Anything I’ve ever written was because I don’t have a choice. I write stories because I can’t wait to tell it, I can’t wait to see how it ends.

— Khaled Hosseini 

(Source: writersrelief)




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(Source: doyouloveletters, via fuelingit)




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(Source: scuba-dank, via lesbianjazz)




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